Sua missão era entrevistar uma atriz global para uma revista de boa forma. Já atrasada, com um ar de quem tinha dormido pouco, rumou para a dita entrevista.
Todo o blá-blá-blá de o que faz para manter a forma, como cuida do cabelo e da pele. E por fim o questionário padrão de "como é sua dieta no dia-a-dia?".
Essa era a parte em que ela mais se divertia. A cada resposta padrão das perfeitinhas do fotoshop, ela respondia mentalmente suas próprias respostas, uma forma de aliviar a tensão e de reprimir a vontade de gritar: "Ah!Fala sério!Jura que ricota é seu queijo favorito?"
- Como é seu café da manhã?
- Ah, um pãozinho integral, com requeijão light e um copo de água.
-"Um pão de queijo com mel e um café preto com açúcar. Se der tempo o bolo de chocolate de ontem também entra na dança."
- O que nunca falta na sua geladeira?
- Muitas frutas e verduras, claro.
- "Azeitona, queijo e cerveja. Uma lasanha congelada também, Você nunca sabe quem vai aparecer."
- O que carrega na bolsa para a hora da fome?
- Barrinha de cereal ligth ou um mix de frutas secas.
- "Um sonho de valsa e um livro. Se o bombom não aplacar a fome, me distraio com o livro."
- O que faz quando precisa perder uns quilinhos?
- Corto os carboidratos e passo a mamão e água.
-"Cancelo o chopp com as meninas e proíbo convites para uma pizza ou um rodízio de massas. Ou seja, vida social zero no fim de semana."
- Você come carne vermelha?
- Só uma vez por semana. Frango de vez em quando, peixes quase todos os dias.
-"Ao ponto, por favor. A não ser que seja uma picanha, essa tem que ser mal passada!"
- Como repõe as energias?
- Faço yoga, uma saudação ao rei sol ou tomo um suco de luz.
-"Ligo para as meninas e saímos para dançar até o rei sol aparecer."
- Os doces são uma tentação para você?
- Minha ligação com os doces já resolvi nas seções de terapia. Foram banidos.
-"Uma tentação e uma necessidade. Minha TPM ainda não resolvi na terapia."
- E no jantar?
- Não como mais nada depois das 18h. Somente líquidos.
-" Ih, eu também! Mas acrescento umas fritas se for possível. Com um choppinho então, eu e as meninas adoramos dividir umas calorias!"
-Obrigada querida! As leitoras irão amar suas dicas! Tão reais e super aplicáveis! "Para uma vida chatinha, diga-se de passagem!"
Vai embora pensando quem são as mulheres possíveis, aquelas que todas nós podemos e queremos realmente ser.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Pessoas de papel
Há alguns dias li o livro Cidades de Papel de John Green, aclamado escritor do best seller "A culpa é das estrelas", exemplar ainda não lido. Uma leitura rápida e gostosa, no estilo ler para espairecer. Nada complexo, diria que até presumível. Green tem um estilo despojado, com algumas pitadas de pegadas filosóficas existenciais, voltado para um público mais jovem, constituindo mais do mesmo acerca de muitas questões clichês, provavelmente nada muito diferente do que você já tenha lido ou escutado em algum momento de sua vida.
Cidades de Papel conta a história de um adolescente apaixonado por sua vizinha linda e popular. Dias antes da formatura da escola a menina desaparece, deixando pistas de uma suposta fuga programada. A história se desenrola na busca pela menina e entre questionamentos típicos de adolescentes, como a futilidade no meio escolar, os problemas existenciais e familiares e a busca por uma identidade própria.
Mas uma questão levantada por Green me fez refletir. Ele usou a expressão pessoas de papel para representar a vida que muitos levam. Pessoas de papel seriam aquelas pessoas que passam a vida dentro de formatos pré-estabelecidos. Seja pela família, pela sociedade ou grupo em que vivem. Tal expressão me remeteu a uma expressão muito utilizada na faculdade de direito: o papel aceita tudo. E assim são as pessoas de papel. Aceitam tudo que lhes é imposto, como em um roteiro de novela, em que cada personagem já tem seu destino previamente estabelecido. E o que é pior, esse destino somente muda conforme a opinião pública.
Quantas vezes nos sentimos assim, pessoas de papel, em cidades de papel, em empregos de papel, em relações de papel? Mais do que gostaríamos, com certeza. No livro, a solução para essas pessoas de papel foi a fuga, a tentativa de recomeçar longe dos roteiros, dos personagens que as rondavam, das situações que não faziam sentido ou que não traziam nenhum valor significativo.
Na vida real a solução parece ser a mesma, com exceção da fuga, posto que fugir não é o melhor caminho. Afastamento sim, porém não antes do enfrentamento. O enfrentamento às vezes pode ser dolorido, mas no fim das contas é libertador. Enfrentar nossos medos, nossas dificuldades, nossas verdades mais escabrosas, nossos pensamentos mais insanos, nossos dissabores e desencontros, nossos inimigos mais íntimos, os defeitos mais criticados.
Estarmos lúcidos de tudo o que não queremos mais, para somente depois deixar de lado tudo que não nos é valioso, tudo que não é feito com carinho, afeto e respeito. Afastar-se do que não nos traz bem estar, do que parece não fazer sentido ou que nos faz questionar incessantemente: "até onde tudo isso vale a pena ?". Enfrentar e afastar. Atitudes essenciais para não nos sentirmos assim, de papel.
Que o papel nos traga somente a percepção de coisas boas: um bom livro, uma carta de amor, um poema perdido em um guardanapo, um bilhete no final do dia. Porque o papel aceita tudo, sim. Cabe a você diferenciar o que vale a pena ou não.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Saudade sem fim
O ano já começou, janeiro já finda e a sensação de que o tempo nos engole renova-se a cada passar de hora, de dia, de semana. A correria e esse nonsense virtual dos dias atuais, aliados à manifestações de pessoas próximas (mesmo que virtualmente aliás) a respeito da saudade e da dor que ela causa me fizeram refletir acerca do que eu sinto mais saudades nos dias atuais.
Nostalgia dos tempos em que férias de verão duravam 3 meses, os feriados de Natal começavam no primeiro dia de dezembro, as aulas somente em março. Saudades da ausência de preocupações que não as de brincar muito, não fazer nada, aproveitar cada raio de sol, tomar sorvete com coca sem peso na consciência, passar o dia na piscina e não se preocupar se o fator do protetor solar dava conta.
Saudades de quando as estrelas eram vistas de madrugada deitada no chão frio, quando um olhar significava mil palavras, quando declarações de amor e de amizade eram feitas com música da Legião.
Sinto falta das horas de leitura em silêncio mútuo, do compartilhar medos e angústias olho no olho, sem nenhuma "curtida". Compartilhar, inclusive, significava uma troca: compartilhavam-se livros, cds, revistas, um vestido bacana, uma calça diferente. O que era meu e você gostava, era seu também. Saudades de tirar uma foto e ter a expectativa em saber como ficou até a hora da revelação. Essas realmente captavam o espírito da coisa, e não biquinhos, poses e cabelos do mesmo lado, padronizados em cliques pré-concebidos e editados.
Saudades em aguardar uma carta, olhar a caixa de correio todos os dias e rasgar o envelope em completo êxtase. Saudades de gente que abraça, gente que chora, que ri e que te critica de frente, pra depois oferecer um colo e um afago, compartilhando afeto e não links.
Saudades de mais conversas francas, com tons de voz em diferentes escalas, mãos que falam, e não em letras em caixa alta. Sinto falta de tudo que me era dito, cantado, silenciado, dividido sem precisar pedir, solicitar, exigir. Saudades das minhas amigas amadas, que se reconhecem em mim, como nelas eu me reconheço e me reencontro, mesmo que a longas distâncias, muitos meses ou anos já passados. Saudades de mim mesma quando com elas dividia o meu melhor e também os meus defeitos. Saudades enfim. Uma dor que aquece, pois traz a memória à tona e com isso revivo sentimentos, sensações e certezas que permanecem por aqui, bem fundo no peito. E como já andei dizendo
A saudade é a falta potencializada
Impregnada em memórias e lembranças
Amizade que o coração alcança
Mesmo que os braços para os abraços
Permaneçam distantes.
Nostalgia dos tempos em que férias de verão duravam 3 meses, os feriados de Natal começavam no primeiro dia de dezembro, as aulas somente em março. Saudades da ausência de preocupações que não as de brincar muito, não fazer nada, aproveitar cada raio de sol, tomar sorvete com coca sem peso na consciência, passar o dia na piscina e não se preocupar se o fator do protetor solar dava conta.
Saudades de quando as estrelas eram vistas de madrugada deitada no chão frio, quando um olhar significava mil palavras, quando declarações de amor e de amizade eram feitas com música da Legião.
Sinto falta das horas de leitura em silêncio mútuo, do compartilhar medos e angústias olho no olho, sem nenhuma "curtida". Compartilhar, inclusive, significava uma troca: compartilhavam-se livros, cds, revistas, um vestido bacana, uma calça diferente. O que era meu e você gostava, era seu também. Saudades de tirar uma foto e ter a expectativa em saber como ficou até a hora da revelação. Essas realmente captavam o espírito da coisa, e não biquinhos, poses e cabelos do mesmo lado, padronizados em cliques pré-concebidos e editados.
Saudades em aguardar uma carta, olhar a caixa de correio todos os dias e rasgar o envelope em completo êxtase. Saudades de gente que abraça, gente que chora, que ri e que te critica de frente, pra depois oferecer um colo e um afago, compartilhando afeto e não links.
Saudades de mais conversas francas, com tons de voz em diferentes escalas, mãos que falam, e não em letras em caixa alta. Sinto falta de tudo que me era dito, cantado, silenciado, dividido sem precisar pedir, solicitar, exigir. Saudades das minhas amigas amadas, que se reconhecem em mim, como nelas eu me reconheço e me reencontro, mesmo que a longas distâncias, muitos meses ou anos já passados. Saudades de mim mesma quando com elas dividia o meu melhor e também os meus defeitos. Saudades enfim. Uma dor que aquece, pois traz a memória à tona e com isso revivo sentimentos, sensações e certezas que permanecem por aqui, bem fundo no peito. E como já andei dizendo
A saudade é a falta potencializada
Impregnada em memórias e lembranças
Amizade que o coração alcança
Mesmo que os braços para os abraços
Permaneçam distantes.
Minha saudade é todinha de vocês.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Desejos de ano novo
No último dia do ano, desejo que você consiga deixar para trás tudo o que não merece ser levado adiante. Deixemos para trás toda a mágoa e toda tristeza. Deixemos para trás toda a incerteza e toda a insegurança.
Limpe as gavetas dos maus sentimentos, dê lugar ao amor, à alegria, à esperança e à solidariedade.
Reserve um espaço para novos sonhos, novos amigos e reorganize o espaço dos antigos amigos que andam merecendo mais atenção.
Faxine os armários da mesmice, tire o pó das ideias antigas, areje o depósito dos novos projetos, ouse, invista no que você sempre sonhou e desejou, reinvente-se como sempre idealizou.
Ame mais, distribua mais abraços e carinhos, escute e compartilhe boas palavras. Confraternize com a família, afaste-se de quem te faz mal e reencontre-se com você mesmo na sua essência mais genuína.
Trabalhe com prazer e dedicação, cultive boa educação, gentileza e disposição.
Cuide da sua saúde, dê atenção aos seus filhos, mime o seu amor, zele pelos seus pais. Ore por quem você ama, por aqueles que necessitam e por quem mais você achar necessário.
Converse com seu vizinho ou com um desconhecido no elevador. Distribua sorrisos, propague entusiasmo, compartilhe a felicidade. E se for necessário, divida suas angústias, desabafe suas tristezas, apazigue sua solidão na companhia de um amigo, se aconchegue no colo de sua mãe.
Viva intensamente, sem pudores ou ressalvas, não dê importância à opinião alheia e tome cuidado com as palavras ditas sem pensar. Faça exercícios, coma mais consciente e durma melhor. Mantenha-se longe de fofocas e de pessoas negativas, compre flores para sua casa, para você ou para seu amor.
E acima de tudo, ame, ame muito. Ame sua família, seus amigos, seu trabalho, sua vida. Ame o próximo e ame você mesmo. Irradie amor. Dessa forma, o universo e todos que te rodeiam serão mais generosos, mais amorosos. Ame e deixe que os outros te amem também. Um feliz e abençoado novo ano que se inicia.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Ser feliz merece bis
Descubro que posso produzir depois da meia noite e que a solidão pode ser a melhor parceira nas horas de trabalho. Que na verdade as madrugadas são um bálsamo para a mente inquieta e que o silêncio reverencia e dá boas vindas à inspiração.
Uma boa xícara de café e uma dose de motivação passam a ser os fiéis escudeiros de quem agora dedica-se às palavras. Trabalhar com o que se gosta, fazer algo que traz realização é o melhor combustível para adentrar a madrugada em busca da frase perfeita, do tema interessante, da prosa e da poesia que pode ser encontrada na rua, no dia-a-dia, na pessoa parada na esquina, na criança brincando na praça, no sorriso de um amigo ou no abraço de um amor.
Descrever o que é belo, analisar o que se sente, contar uma história, juntar palavras e frases e transformar em poesia, em rima solta, em sentimento exposto e compartilhado. Trazer o que aflige, desvendar o que nos gera curiosidade, afastar o que nos causa medo e mitigar o que nos causa espanto.
Ser protagonista da própria história, guiar os próprios passos e reconhecer as próprias dificuldades, sem nunca perder a serenidade e o encanto por aquilo que nos torna humanos: o reconhecer-se frágil, com defeitos, com medos e, paradoxalmente a tudo isso, descobrir-se com uma força inesgotável de superação. Buscar a felicidade e realizar-se enquanto pessoa. Eis o sonho que todos nós acalentamos. Se estou me repetindo, me perdoem. É que ser feliz merece bis. Merece repeteco. E é um direito de todos.
Uma boa xícara de café e uma dose de motivação passam a ser os fiéis escudeiros de quem agora dedica-se às palavras. Trabalhar com o que se gosta, fazer algo que traz realização é o melhor combustível para adentrar a madrugada em busca da frase perfeita, do tema interessante, da prosa e da poesia que pode ser encontrada na rua, no dia-a-dia, na pessoa parada na esquina, na criança brincando na praça, no sorriso de um amigo ou no abraço de um amor.
Descrever o que é belo, analisar o que se sente, contar uma história, juntar palavras e frases e transformar em poesia, em rima solta, em sentimento exposto e compartilhado. Trazer o que aflige, desvendar o que nos gera curiosidade, afastar o que nos causa medo e mitigar o que nos causa espanto.
Ser protagonista da própria história, guiar os próprios passos e reconhecer as próprias dificuldades, sem nunca perder a serenidade e o encanto por aquilo que nos torna humanos: o reconhecer-se frágil, com defeitos, com medos e, paradoxalmente a tudo isso, descobrir-se com uma força inesgotável de superação. Buscar a felicidade e realizar-se enquanto pessoa. Eis o sonho que todos nós acalentamos. Se estou me repetindo, me perdoem. É que ser feliz merece bis. Merece repeteco. E é um direito de todos.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Do amor
A fagulha de esperança que move um coração ferido é a expectativa em recompor-se para um dia novamente bater descompassado. Apaixonar-se diariamente pela mesma pessoa é o que modifica os sentimentos e os renova. A importância das conversas, dos carinhos, dos braços e dos abraços. Do sentir-se amado e protegido, reconhecido e compreendido mesmo que no silêncio de um entrelaçar de dedos ou de pernas e pés. Da certeza de não estar sozinho, mesmo que a distância física por vezes perdure. Do dividir angústias, alegrias e conquistas. Do somar ideias, sentimentos e sonhos.Pois amar é justamente isso: somar, dividir, transformar. Mas há que se ficar atento, pois até o maior dos amores pode modificar-se, transmutar-se, pedir por mais compreensão, mais calma e paciência, por um cuidado especial, uma atenção redobrada, um pingo nos "is", uma "dr" na madrugada e uma trégua sem meias palavras mas com total sinceridade.Como tudo na vida, na verdade.Ajustar-se aos novos desafios, aos novos sonhos, as velhas manias e aos defeitos inconcebíveis, porém impossíveis de serem mudados, trocados ou simplesmente ignorados. A certeza da finitude está presente até mesmo no maior dos amores. E isso deve ser o ponto de alerta para que se faça sempre o melhor e o mais justo, para que não se perca nunca a ternura, para que se esteja sempre atento aos momentos de dificuldades e de desencontros. Porque as pessoas mudam, os sonhos por vezes se perdem na rotina, na mesmice ou na brigas recorrentes. O afago se perde no vazio do silêncio raivoso. E então é hora de parar, respirar, recordar e recomeçar e lembrar que o amor maior do mundo nunca tem hora para acabar e por sorte pode sempre se renovar, não importa quantas vezes você tenha que reciclar.E melhor ainda se for sempre com que você tem ao seu lado. Porque o amor maior do mundo é aquele que faz o seu coração descompassar e ao mesmo tempo acalmar, que te tira do sério e te coloca na linha, que te instiga a ser sempre melhor e tentar encontrar na sua vida um sentido, um rumo, um significado maior que tudo o que você pode imaginar. Porque por mais que não pareça agora, nesse exato momento, sempre é tempo para amar, viver, perdoar e recomeçar.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Do que se passa
Uma página em branco. E a sensação de que as palavras tentam fugir, desconexas e sem sentido. Estão sendo canalizadas em outro campo, em outras páginas, em breve palpáveis e não apenas virtuais.
Acalma a alma enquanto sente-se realizada. Trabalho quase finalizado, para fechar o ano com gostinho de missão cumprida.
Acalma a alma enquanto sente-se realizada. Trabalho quase finalizado, para fechar o ano com gostinho de missão cumprida.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Do trabalho e do clichê que é viver
A noção de trabalho muitas vezes é confundida com a de emprego. Só porque você não tem um empregador e uma renda fixa com todos os direitos trabalhistas incluídos não quer dizer que você não tenha um trabalho.
Trabalho é uma ocupação, uma tarefa que você realiza com um objetivo. Seja para ocupar o seu tempo, seja para cumprir uma tarefa necessária a algo ou alguém, você estará trabalhando. E se for com prazer e satisfação, melhor ainda. Recebendo uma renda por isso então, o supra sumo da realização.
Eu achava que este ano seria mais um ano a passar em brancas nuvens. No meu caso um pouco negras, é verdade. Os trinta batendo, a insatisfação comigo mesma em uma crescente, a angústia por não estar se sentindo produtiva, necessária fora do contexto familiar e sentimental. E de repente, o click. O despertar para tudo o que sempre quis. Trabalhar com satisfação, com alegria, com motivação. A coragem e o desapego em abandonar tudo o que já havia me sido imposto como o ideal, o correto, seguro, porém nada prazeroso.
Posso hoje encher a boca para dizer: estou trabalhando com o que gosto. E o que gosto é de escrever. De tocar os mais profundos sentimentos através das palavras, das informações trocadas, das ideias compartilhadas. Fomentar a criatividade, reproduzir o belo, desmistificar o feio e o incorreto, propagar alegrias, realizar debates, instigar a imaginação e o saber mais.
Ler mais, procurar mais, crescer mais. Ser mais você mesmo, buscar o diferente no outro, aceitar essas diferenças e crescer através delas. Fazer tudo o que você se propuser com carinho, motivação e alegria. Problemas irão surgir, eu sei. Mas o mais importante é saber como resolvê-los, como encarar as adversidades. Alegria e leveza sempre são bem vindas. Desarmam qualquer cara feia, amenizam palavras duras, apaziguam ares em conflito, resolvem atritos de forma educada.
Porque o que te define enquanto uma pessoa que faz a diferença é um emaranhado de relações, atitudes, aspirações, princípios, valores, desejos, realizações, trabalho e o papel que você exerce dentro e fora do seu círculo familiar, na sua sociedade, na sua comunidade.
A importância que você atribui ao seu trabalho será proporcional ao prazer que ele irá te proporcionar. E isso irá refletir em como as pessoas irão te enxergar e te valorizar por isso.
Busque o que você gosta, o que te dá prazer, o que te torna feliz, o que te motiva. Saiba sempre porém, que nem sempre será possível fazer só coisas legais ou que você está realmente a fim de fazer. Mas as faça, com a mesma vontade e determinação que faria o que te deixa feliz.
Porque sempre depois da tempestade pode aparecer o arco-íris. É um clichê bem blasé, eu sei. Mas viver é isso mesmo. Um clichê. Mas um clichê que pode ser reinventado e revisitado todos os dias, basta você descobrir qual é o seu melhor momento e aproveitar as melhores oportunidades.
Trabalho é uma ocupação, uma tarefa que você realiza com um objetivo. Seja para ocupar o seu tempo, seja para cumprir uma tarefa necessária a algo ou alguém, você estará trabalhando. E se for com prazer e satisfação, melhor ainda. Recebendo uma renda por isso então, o supra sumo da realização.
Eu achava que este ano seria mais um ano a passar em brancas nuvens. No meu caso um pouco negras, é verdade. Os trinta batendo, a insatisfação comigo mesma em uma crescente, a angústia por não estar se sentindo produtiva, necessária fora do contexto familiar e sentimental. E de repente, o click. O despertar para tudo o que sempre quis. Trabalhar com satisfação, com alegria, com motivação. A coragem e o desapego em abandonar tudo o que já havia me sido imposto como o ideal, o correto, seguro, porém nada prazeroso.
Posso hoje encher a boca para dizer: estou trabalhando com o que gosto. E o que gosto é de escrever. De tocar os mais profundos sentimentos através das palavras, das informações trocadas, das ideias compartilhadas. Fomentar a criatividade, reproduzir o belo, desmistificar o feio e o incorreto, propagar alegrias, realizar debates, instigar a imaginação e o saber mais.
Ler mais, procurar mais, crescer mais. Ser mais você mesmo, buscar o diferente no outro, aceitar essas diferenças e crescer através delas. Fazer tudo o que você se propuser com carinho, motivação e alegria. Problemas irão surgir, eu sei. Mas o mais importante é saber como resolvê-los, como encarar as adversidades. Alegria e leveza sempre são bem vindas. Desarmam qualquer cara feia, amenizam palavras duras, apaziguam ares em conflito, resolvem atritos de forma educada.
Porque o que te define enquanto uma pessoa que faz a diferença é um emaranhado de relações, atitudes, aspirações, princípios, valores, desejos, realizações, trabalho e o papel que você exerce dentro e fora do seu círculo familiar, na sua sociedade, na sua comunidade.
A importância que você atribui ao seu trabalho será proporcional ao prazer que ele irá te proporcionar. E isso irá refletir em como as pessoas irão te enxergar e te valorizar por isso.
Busque o que você gosta, o que te dá prazer, o que te torna feliz, o que te motiva. Saiba sempre porém, que nem sempre será possível fazer só coisas legais ou que você está realmente a fim de fazer. Mas as faça, com a mesma vontade e determinação que faria o que te deixa feliz.
Porque sempre depois da tempestade pode aparecer o arco-íris. É um clichê bem blasé, eu sei. Mas viver é isso mesmo. Um clichê. Mas um clichê que pode ser reinventado e revisitado todos os dias, basta você descobrir qual é o seu melhor momento e aproveitar as melhores oportunidades.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Moda e bom gosto: a Dedê tem!
Lembram da famigerada calça jeans comprada apertada e que gerou um post aqui neste blog? Pois então meus queridos, ela está servindo e aproveitei para usá-la em grande estilo na reinauguração da loja Alfaiataria Femina, da queridíssima Elizandra Zaki, conhecida por muitos como Dedê. Em grande estilo porque o evento foi maravilhoso e também porque ela me concedeu o prazer de desfilar suas roupas lindíssimas, juntamente com mais duas clientes.
Alto astral, roupas lindas, gente bonita e interessante, uma champanhota gelada (eu só tomei uma tacinha, juro Monsier Dukan!) e muito bom gosto e receptividade da anfitriã da festa.
Anfitriã esta que merece vivas e parabéns pela ampliação do empreendimento, a loja ficou linda e aconchegante, com um espaço maravilhoso não somente para umas comprinhas mas também para um café maravilhoso invariavelmente oferecido e servido a todas que adentram esse espaço delicioso que é a Alfaiataria Feminina.
Tão delicioso que diversas vou até lá só para tomar um café ou bater um papo, e com o novo espaço agora então, ficou ainda melhor! Para quem ainda não conhece, fica a dica! Porque roupa bonita agrada aos olhos e dá uma elevada na auto estima!
Atenção aos abelhudos de plantão, isso não é editorial publicitário ou qualquer coisa do tipo, viu? É somente uma declaração carinhosa e sincera à uma amiga que merece todo o sucesso do mundo! Parabéns Dedê!
Alto astral, roupas lindas, gente bonita e interessante, uma champanhota gelada (eu só tomei uma tacinha, juro Monsier Dukan!) e muito bom gosto e receptividade da anfitriã da festa.
Anfitriã esta que merece vivas e parabéns pela ampliação do empreendimento, a loja ficou linda e aconchegante, com um espaço maravilhoso não somente para umas comprinhas mas também para um café maravilhoso invariavelmente oferecido e servido a todas que adentram esse espaço delicioso que é a Alfaiataria Feminina.
Tão delicioso que diversas vou até lá só para tomar um café ou bater um papo, e com o novo espaço agora então, ficou ainda melhor! Para quem ainda não conhece, fica a dica! Porque roupa bonita agrada aos olhos e dá uma elevada na auto estima!
Atenção aos abelhudos de plantão, isso não é editorial publicitário ou qualquer coisa do tipo, viu? É somente uma declaração carinhosa e sincera à uma amiga que merece todo o sucesso do mundo! Parabéns Dedê!
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Romantismo
De forma geral, mulheres tendem a gostar de manifestações românticas por parte do sexo oposto. Mas todas tem o real conhecimento do que é ser romântico? E sabem realmente do que gostam nesse romantismo todo? Do nosso querido amigo Aurélio, romântico é:
"adj. Relativo ao romantismo: literatura romântica. / Diz-se de quem nas idéias, no caráter ou no temperamento, revela algo de apaixonado, de nobre, de lírico, que o eleva acima do prosaico, do cotidiano: amante romântico. / Que evoca o estado de alma e as emoções próprias dos românticos: uma canção romântica. / Fig. Lírico, poético: palavras românticas. / Fig. Exaltado, arrebatado, apaixonado: temperamento romântico. / Fig. e Pej. Sentimental, piegas, meloso: novela romântica".
Com toda certeza fico com o primeiro significado concedido por nosso ilustre amigo. Este último significado, "sentimental, piegas, romântico, meloso", dispenso.
Eu devo ter passado um pouquinho longe ou um tanto distraída na fila dessa característica com essa conotação quando Deus me criou. Sempre fui meio desconfiada com cartas melosas, declarações em público ou chororôs exacerbados. Bilhetinhos apaixonados são fofos, mas nunca fizeram muito minha cabeça. Nunca fiquei sonhando com grandes surpresas que envolvessem pétalas de rosa espalhadas pelo chão, velas ou música de fundo. Será que sou anormal? Ou será que somente não dou muita importância a tudo isso?
O que sei é que sempre gostei que me tratassem com respeito, sem vozinhas infantilizadas. Que muito mais valem para mim atos que demonstram carinho e cuidado, como abrir uma porta ou puxar a cadeira para eu sentar, do que demonstrações explícitas do amor através de violeiros ou de qualquer terceiro que nada tem a ver com o sentimento que pertence somente a mim e ao meu parceiro.
Sempre dei valor a uma boa conversa, a um ombro e um colo para chorar, um caráter forte e verdadeiro, e não somente a uma criatividade cheia de clichês de alguém que tenta te convencer do seu amor com momentos gracinha-arte-show-veja-como-me-lembro-de-você-sempre-de-forma-quase-doentia-porque-não-vivo-sem-você.
Aqui está outra coisa que sempre me tirou do sério e me fez ter arrepios, de medo, não de êxtase, a famosa frase: eu não vivo sem você. Sempre tive muito medo e fugi como o diabo foge da cruz de quem um dia me disse isso. Mas como assim, não vive sem mim? Como viveu até agora? E se um dia acabar, como vai fazer? Sim, porque, mesmo que seja lindo, o amor um dia pode acabar, a convivênvia pode se tornar insuportável, os dias podem não fazer mais sentido com quem um dia foi tido como o grande amor da sua vida e pior: esse sentimento pode ser unilateral, e ai como faz? E agora José? Tenho sim a certeza e a convicção de que o fim de um amor pode causar grande dor, profundo sentimento de perda ou de abandono, uma melancolia ou até mesmo, em casos mais severos, uma depressãozinha pós rompimento. Mas achar que a vida vai acabar, ou que não viverá mais sem a criatura, isso para mim já é um exagero. Porque eu, particularmente, não tenho o hábito de passar tamanha responsabilidade para um terceiro, ainda mais quem não é ou não será nem de perto seu parente, uma vez que namorado, marido, amante, ou seja lá o status que o seu amor tem na sua vida, nunquinha o será.
Ele deve sim ser um parceiro, um amigo, alguém em quem confiar, em quem buscar apoio, carinho, companheirismo, interesses em comum ou não, uma vez que discordar e ter diferentes pontos de vista é saudável e faz bem, não somente a você como indivíduo mas também à relação a dois.
Mas o que eu quero mesmo com todo esse blá-blá de romantismo é lembrar a você, que anda achando sua vida ou seu parceiro muito pouco românticos, de que é preciso conhecer e reconhecer que tipo de romântico é o seu amor. Você pode estar aí, esperando que ele tente te trazer a lua ou as estrelas, que desfie um rosário de poemas melosos, ou que faça uma música para você sem nunca nem ter passado perto de um violão, ou ainda, que ele se torne sócio da floricultura da esquina para cada ausência ressentida ou beicinho que você faça quando estiver contrariada. E quando na verdade, pode estar deixando de notar um romântico mais refinado, mais seguro de si mesmo e da importância que tem na sua vida, que não deve ser medida através de atos isolados em datas especiais ou ainda a cada briguinha boba. O verdadeiro romântico, para mim, é aquele que se faz presente de forma constante, lúcida, educada, polida e por que não, recatada quando assim a ocasião se fizer necessária.
Rosas e poemas são sim bem vindos. Mas o dia-a-dia exige muito mais do que isso. E somente atitudes verdadeiras e com personalidade podem sustentar um romântico, sem que ele se torne um chato de galochas e rosas vermelhas nas mãos.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Da beleza e do amor
Hoje cedo a primeira música que eu ouvi quando liguei o rádio na cozinha (sim, pois mesmo nessa era de IPod, celular que canta e tudo o mais, eu ainda tenho por hábito escutar música no rádio, principalmente de manhã) a letra da música, numa livre tradução minha, questionava "você ainda irá me amar quando eu não for mais jovem e bonita?". A música é de Florence Against The Machine, belíssima por sinal, a cantora e a música, e que me fez ficar pensando a respeito dos amores, do passar do tempo e do que você deve realmente levar dessa vida. E quando digo levar dessa vida não estou me referindo ao momento em que iremos passar desta para uma melhor. Mas sim do que devemos levar enquanto somente sabemos que o hoje é nossa única certeza e que por isso mesmo devemos ter a noção de que o que estamos oferecendo aos nossos amores no tempo presente é o que devemos dar de melhor.
A beleza e a juventude podem ser sinônimos de alegria, satisfação e prazer até um certo ponto de nossas vidas. Mas e depois? O depois é que precisa ser salvo. Porque quando os corpos já não tiverem o mesmo frescor e vigor, quando a pele já não for mais lisinha, quando os movimentos já estiverem limitados e os cabelos escassos ou branquinhos, o que você terá levado para o amanhã?
Já escutei ou li uma frase, mais ou menos assim: que depois de uma certa idade, o que sobra de melhor para um casal é ter o que conversar.
Acrescento ao ter o que conversar o rir de si mesmo. O bom humor, o carinho mútuo, o respeito ao silêncio e ao isolamento do outro. A necessidade em ficar só e deixar o outro só também, pois cada um necessita de um pouco de individualidade, de liberdade em estar sozinho, recompor-se consigo mesmo para depois retornar renovado ao "nós".
É preciso uma boa dose de paciência, compreensão e compaixão. Interessar-se genuinamente pelos gostos e prazeres do outro, mesmo que estes não sejam os seus favoritos. Estar atento à mudanças de humores, para se afastar se preciso for ou abraçar se acaso ele necessitar.
Ter intimidade suficiente para não ter que preencher o silêncio com palavras ao vento. Conhecer cada parte e cada pontinha de pele, para poder proporcionar os carinhos e os prazeres indispensáveis. Conhecer sua cor favorita, seu prato predileto e nunca esquecer que camisa de bolinhas ele jamais vai usar, que amarelo queimado não fica bem em ninguém e que às vezes ele não vai entender a sua necessidade em falar tanto, gesticular com as duas mãos, falar ao telefone enquanto cozinha e escutá-lo enquanto dá atenção ao seu filho ou ao cachorro.
Porque é a boa convivência que nos torna eternos amantes, independentemente de corpos sarados ou não, de cabelos brancos ou pele enrugada. É o formar um família, dividir um lar, uma cama, um banheiro, é ouvir um desabafo, ganhar um afago, dividir angústias, tristezas e alegrias, educar um filho, almoçar junto no domingo, discordar, ceder, recordar, perder, ganhar. É o viver tendo a certeza do apoio, do puxar a orelha quando necessário, da verdade franca nas horas difíceis, do riso e das gargalhadas. Do estar juntos só por estar, sem pressa, sem cobranças.
O amor é um sentimento vivo, em eterna construção e descontrução, aceita reformas, perdas e reparos. Mas precisa ser cuidado, sempre. E ainda que a beleza seja fundamental, como já disse o poeta, quando essa se for só ficará o amor que você nutriu e dispensou através dos gestos e dos cuidados, do conhecer-se a si mesmo e ao seu amor profundamente e do gosto por estar ao lado de uma pessoa que consegue ser linda por inteiro, independente das marcas que o tempo deixar nele.
Preserve seu bom humor, seu carinho, seu braços sempre abertos para um abraço, seus ouvidos sempre atentos para conversas e sua palavras sempre presentes. Tudo isso é imune à passagem do tempo e ainda que não tão jovem ou tão bonita, terá levado o seu melhor para o amanhã com seu amor.
A beleza e a juventude podem ser sinônimos de alegria, satisfação e prazer até um certo ponto de nossas vidas. Mas e depois? O depois é que precisa ser salvo. Porque quando os corpos já não tiverem o mesmo frescor e vigor, quando a pele já não for mais lisinha, quando os movimentos já estiverem limitados e os cabelos escassos ou branquinhos, o que você terá levado para o amanhã?
Já escutei ou li uma frase, mais ou menos assim: que depois de uma certa idade, o que sobra de melhor para um casal é ter o que conversar.
Acrescento ao ter o que conversar o rir de si mesmo. O bom humor, o carinho mútuo, o respeito ao silêncio e ao isolamento do outro. A necessidade em ficar só e deixar o outro só também, pois cada um necessita de um pouco de individualidade, de liberdade em estar sozinho, recompor-se consigo mesmo para depois retornar renovado ao "nós".
É preciso uma boa dose de paciência, compreensão e compaixão. Interessar-se genuinamente pelos gostos e prazeres do outro, mesmo que estes não sejam os seus favoritos. Estar atento à mudanças de humores, para se afastar se preciso for ou abraçar se acaso ele necessitar.
Ter intimidade suficiente para não ter que preencher o silêncio com palavras ao vento. Conhecer cada parte e cada pontinha de pele, para poder proporcionar os carinhos e os prazeres indispensáveis. Conhecer sua cor favorita, seu prato predileto e nunca esquecer que camisa de bolinhas ele jamais vai usar, que amarelo queimado não fica bem em ninguém e que às vezes ele não vai entender a sua necessidade em falar tanto, gesticular com as duas mãos, falar ao telefone enquanto cozinha e escutá-lo enquanto dá atenção ao seu filho ou ao cachorro.
Porque é a boa convivência que nos torna eternos amantes, independentemente de corpos sarados ou não, de cabelos brancos ou pele enrugada. É o formar um família, dividir um lar, uma cama, um banheiro, é ouvir um desabafo, ganhar um afago, dividir angústias, tristezas e alegrias, educar um filho, almoçar junto no domingo, discordar, ceder, recordar, perder, ganhar. É o viver tendo a certeza do apoio, do puxar a orelha quando necessário, da verdade franca nas horas difíceis, do riso e das gargalhadas. Do estar juntos só por estar, sem pressa, sem cobranças.
O amor é um sentimento vivo, em eterna construção e descontrução, aceita reformas, perdas e reparos. Mas precisa ser cuidado, sempre. E ainda que a beleza seja fundamental, como já disse o poeta, quando essa se for só ficará o amor que você nutriu e dispensou através dos gestos e dos cuidados, do conhecer-se a si mesmo e ao seu amor profundamente e do gosto por estar ao lado de uma pessoa que consegue ser linda por inteiro, independente das marcas que o tempo deixar nele.
Preserve seu bom humor, seu carinho, seu braços sempre abertos para um abraço, seus ouvidos sempre atentos para conversas e sua palavras sempre presentes. Tudo isso é imune à passagem do tempo e ainda que não tão jovem ou tão bonita, terá levado o seu melhor para o amanhã com seu amor.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Da paixão
Recentemente li o livro "A condição indestrutível de ter sido" da Helena Terra. A história de uma paixão fulminante, avassaladora, cortante e dilacerante, como várias as histórias de amor que um dia já vivemos ou, para aqueles que preferem esquecer, o que um grande amigo já viveu. O desenrolar de uma história sem final feliz, sem o "e viveram felizes para sempre", sem cavalo branco ou casamento de final de novela das oito. Real e dolorida, como só uma história de um amor não correspondido consegue ser.
Uma personagem voraz em viver uma paixão, em realizar seus desejos, em entregar-se por inteiro, de corpo, de alma e de mente. Porque é assim que nos perdemos nos amores já tidos perdidos. Na entrega incondicional, no confessionário de fraquezas e na propagação de atos impensados e mal entendidos.
Quem nunca se viu entregue a um sentimento maior que toda a sensatez e racionalidade somente obtidas enquanto ausente o bater descompassado de um coração apaixonado?
Quem nunca entregou-se achando estar já entregue o coração da outra parte? Quem nunca alimentou-se da espera do toque de um telefone, de uma mensagem na caixa de entrada, de um cruzar de olhares mesmo que fugaz?
Quem nunca passou horas a conjecturar encontros "ocasionais", conversas que jamais existiram, passeios que nunca se realizaram, sonhos que nunca foram concretizados, palavras que nunca foram escutadas, somente imaginadas nos mais infinitos graus de loucura delirante apaixonada?
Porque uma paixão faz isso. Ela nos leva a delirar, a ter ciúmes doentio, a travar guerras sentimentais, a nos humilharmos por um pouco mais de atenção ou de poesia nos atos do dia a dia. Ela nos fere na ausência do carinho, do não entrelaçar de dedos, do não sentir-se correspondida em todos os aspectos viscerais que somente uma paixão unilateral consegue basear-se.
Helena Terra nos mostra toda a face nua e crua de um ser em ebulição, de um ser irracional e por vezes insensato ou até mesmo cruel consigo mesmo, um ser que qualquer um de nós já tornou-se quando envolvido na ciranda de uma paixão não correspondida.
E para aqueles que lendo isso consideram-se superiores porque imunes a tudo o que foi exposto, meus sentimentos. Pois somente quem já entregou-se assim conhece a si mesmo de forma completa, com suas faces mais obscuras e as reconhece e as domina e convive com elas. Porque o reconhecer-se humano passa invariavelmente pela seara das paixões que um dia poderiam ter sido um grande amor.
Uma personagem voraz em viver uma paixão, em realizar seus desejos, em entregar-se por inteiro, de corpo, de alma e de mente. Porque é assim que nos perdemos nos amores já tidos perdidos. Na entrega incondicional, no confessionário de fraquezas e na propagação de atos impensados e mal entendidos.
Quem nunca se viu entregue a um sentimento maior que toda a sensatez e racionalidade somente obtidas enquanto ausente o bater descompassado de um coração apaixonado?
Quem nunca entregou-se achando estar já entregue o coração da outra parte? Quem nunca alimentou-se da espera do toque de um telefone, de uma mensagem na caixa de entrada, de um cruzar de olhares mesmo que fugaz?
Quem nunca passou horas a conjecturar encontros "ocasionais", conversas que jamais existiram, passeios que nunca se realizaram, sonhos que nunca foram concretizados, palavras que nunca foram escutadas, somente imaginadas nos mais infinitos graus de loucura delirante apaixonada?
Porque uma paixão faz isso. Ela nos leva a delirar, a ter ciúmes doentio, a travar guerras sentimentais, a nos humilharmos por um pouco mais de atenção ou de poesia nos atos do dia a dia. Ela nos fere na ausência do carinho, do não entrelaçar de dedos, do não sentir-se correspondida em todos os aspectos viscerais que somente uma paixão unilateral consegue basear-se.
Helena Terra nos mostra toda a face nua e crua de um ser em ebulição, de um ser irracional e por vezes insensato ou até mesmo cruel consigo mesmo, um ser que qualquer um de nós já tornou-se quando envolvido na ciranda de uma paixão não correspondida.
E para aqueles que lendo isso consideram-se superiores porque imunes a tudo o que foi exposto, meus sentimentos. Pois somente quem já entregou-se assim conhece a si mesmo de forma completa, com suas faces mais obscuras e as reconhece e as domina e convive com elas. Porque o reconhecer-se humano passa invariavelmente pela seara das paixões que um dia poderiam ter sido um grande amor.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
De pais e filhos
Nossos pais são nosso porto seguro, nosso norte em qualquer situação. São eles quem nos dão o maior dos amores, o melhor dos abraços e o mais carinhoso beijo.
Eles nos ensinam o que é certo e o que é errado. Nos dão a mão quando precisamos nos apoiar e nos dão um colo quando precisamos chorar.
Crianças precisam disso tudo, mas precisam de bons exemplos também. Já disse minha amiga Marina, "não há nada mais contagioso do que o exemplo".
Por isso ensine seu filho a dizer as palavras mágicas. Por favor, obrigado, com licença e me desculpe têm uma força incrível, e os pequenos descobrem isso rápido e as usam quando as usamos com eles também. Mostre ao seu filho que lugar de lixo é na lixeira, que desperdício de comida é coisa muito feia e que ajudar ao próximo é algo sempre bem vindo.
Alerte sempre sobre o desperdício de água, incentive a ter um bichinho com responsabilidade, a dividir seus brinquedos e material da escola, a respeitar os mais velhos e os seus professores.
Demonstre sempre o quanto ele é importante, mas não deixe-o pensar que é o centro do universo, porque ele não é. Trate-o com respeito e com palavras doces, sem deixar de impor limites. Preocupe-se em saber como ele está, mas não o sufoque com super-proteção.
Brinque e dedique um tempo só para ele, isso tem um poder de aproximação incrível e ele irá saber que pai e mãe também podem ser crianças, mesmo que só de faz de conta. E um dia ele, quando for pai ou mãe, também irá transmitir tudo o que aprendeu com você.
Prepare-o para a vida, pois não será para sempre que você estará ao seu lado para protegê-lo.
Por isso, não esqueça nunca de tentar dar o melhor de si para o seu filho. O que ele vivencia, escuta e sente é o que ele levará para resto da vida e para o mundo, que infelizmente nem sempre tem os braços e os abraços de nossos pais.
Eles nos ensinam o que é certo e o que é errado. Nos dão a mão quando precisamos nos apoiar e nos dão um colo quando precisamos chorar.
Crianças precisam disso tudo, mas precisam de bons exemplos também. Já disse minha amiga Marina, "não há nada mais contagioso do que o exemplo".
Por isso ensine seu filho a dizer as palavras mágicas. Por favor, obrigado, com licença e me desculpe têm uma força incrível, e os pequenos descobrem isso rápido e as usam quando as usamos com eles também. Mostre ao seu filho que lugar de lixo é na lixeira, que desperdício de comida é coisa muito feia e que ajudar ao próximo é algo sempre bem vindo.
Alerte sempre sobre o desperdício de água, incentive a ter um bichinho com responsabilidade, a dividir seus brinquedos e material da escola, a respeitar os mais velhos e os seus professores.
Demonstre sempre o quanto ele é importante, mas não deixe-o pensar que é o centro do universo, porque ele não é. Trate-o com respeito e com palavras doces, sem deixar de impor limites. Preocupe-se em saber como ele está, mas não o sufoque com super-proteção.
Brinque e dedique um tempo só para ele, isso tem um poder de aproximação incrível e ele irá saber que pai e mãe também podem ser crianças, mesmo que só de faz de conta. E um dia ele, quando for pai ou mãe, também irá transmitir tudo o que aprendeu com você.
Prepare-o para a vida, pois não será para sempre que você estará ao seu lado para protegê-lo.
Por isso, não esqueça nunca de tentar dar o melhor de si para o seu filho. O que ele vivencia, escuta e sente é o que ele levará para resto da vida e para o mundo, que infelizmente nem sempre tem os braços e os abraços de nossos pais.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Aos meus professores
Entre as tantas profissões que um dia pensei em seguir a de professor sempre foi uma delas. Independente da formação que eu tivesse, uma das minhas opções era a de ser professora universitária. Mesmo que os caminhos que eu segui não tenham me levado a isso, minha admiração por esta profissão continua intacta.
Desde o ensino primário, sempre tive uma admiração muito grande pela figura que todos os dias dedicava uma boa parte do seu tempo para compartilhar conhecimento, ensinar, orientar e acolher. Sim, porque tive a sorte de ter tido pessoas assim na minha formação. Professores dedicados e comprometidos com uma das mais importantes profissões: a de formar cidadãos através do conhecimento, da capacidade de pensar, de formar opinião, criticar com inteligência e conteúdo, dividir o conhecimento adquirido e usá-lo para crescer e ser alguém que também faz a diferença.
Por isso um dia quis ser professora. Por acreditar nesta missão como uma forma de melhorar as pessoas e o mundo, de propagar o conhecimento, a liberdade de sermos pessoas melhores através da cultura, da informação, do conhecimento, não apenas através das matérias técnicas mas também dos valores da ética, da boa educação, do respeito ao próximo e ao mundo enquanto uma responsabilidade de todos.
Encontrei algumas maçãs podres nesta cesta, é verdade, mas foram tão poucos que não deixaram grandes marcas e nem fizeram grandes estragos. Profissionais descomprometidos você encontra em qualquer profissão, em qualquer área de atuação. Assim como encontrei alunos, colegas, incapazes de enxergar essas figuras da mesmo forma que eu enxergava: com respeito, admiração, reconhecimento e gratidão.
Meu muito obrigada a todos os professores que um dia souberam dividir o seu dom comigo, o de educar. Se hoje sou o que sou, em grande parte devo a essas pessoas. Junto com a base familiar devemos sempre lembrar que os professores e a escola desempenham um papel importantíssimo em nossa formação. Porque a educação é a base de tudo.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Um pouco de verdade não dói. Somente cura
Na última semana tem pipocado comentários e reportagens à respeito do discurso do escritor Luiz Ruffato na abertura da feira do livro de Frankfurt.
Ruffato fez uma análise histórica do nosso país de maneira crítica e sem hipocrisias, colocou os fatos passados nos seus devidos lugares, bem como suas consequências para nossos dias atuais. Fez as devidas ligações entre a forma de colonização e exploração do nosso país e o resultado escabroso que hoje podemos vislumbrar em termos de desigualdades e injustiças sociais.
Em um país essencialmente machista e preconceituoso, que de forma velada se apresenta como um país liberal e em que há espaço para todos, nos fez lembrar (para surpresas de alguns, até entender, quem sabe?) o porque de tanta violência contra as mulheres, abandono de crianças e idosos, tanto preconceito contra negros, gays e todo tipo de minoria.
Para mim, que tive a sorte de ter professores de história extremamente críticos e preocupados em contar os fatos históricos de forma clara e sem hipocrisias, que sempre tive pais e uma família antenada em não nos alienar com uma realidade que não existe e nem nos formar indiferentes a tanta desigualdade e que sempre me incomodei com a realidade a mim apresentada, não me causou nenhum espanto e sim revalidou todas as minhas impressões mais cruas a respeito do país em que vivo. Um país em que você tem a obrigação de recolher tributos e não ter a contraprestação, pois nossas estradas são verdadeiras piadas em termos de segurança e manutenção real e eficaz; nossos hospitais públicos se encontram em estado periclitante e sem infraestrutura ou recursos para atender de forma digna os que procuram por atendimento e remunerar seus funcionários e prestadores de serviços. Um país em que a maior parcela dos alunos das universidades federais são provenientes da rede privada, pois o ensino público não recebe a atenção e os investimentos realmente necessários para oferecer educação e estrutura de qualidade, bem como não prioriza e nem valoriza os profissionais da educação, verdadeiros pilares na formação de novos cidadãos. A visão e a certeza de um país em que a lei não é cumprida, o lixo não tem a devida destinação, o bem público é utilizado por poucos e de forma deturpada, os eleitos pelo povo não se comprometem com quem os elegeu, uma polícia mal remunerada e pouco equipada, infraestrutura de portos e aeroportos sempre aquém do necessário. Um país em que o jeitinho brasileiro, o carnaval e o futebol fazem a linha de frente em toda e qualquer representação internacional.
Somos o país do samba, do carnaval e do futebol. E quando alguém ousa "deturpar"essa visão, quebrar esses paradigmas, expor as feridas que nunca cicatrizaram mas que até hoje doem na maior parte da população, então vários se unem em coro para dizer que nada disso é tão real ou tão grave, que nosso país merece ser valorizado e exposto de forma mais leve, ainda mais em um evento em que o mundo todo irá sentir tal repercussão.
Pois para mim, não poderia ter sido de forma mais perfeita e eficaz. Em uma feira do livro, em um local em que se não todos, mas a grande maioria, como pode ser percebido, está em busca da verdade, do conhecimento, do dividir os saberes, as opiniões, as diversidades, o livre pensamento.
Porque os livros têm esse poder (assustador para alguns, devo dizer): a liberdade do pensar, do formar opinião, de divergir, de contrariar, de contrapor, de convencer, de conhecer. Porque sem isso ficamos vazios, alienados, sentenciados a crer somente no que nos dizem de forma fácil e sem críticas, com firulas de historinhas da carochinha, sem poder de ação ou reação.
A esperança de mudanças, de dias melhores também depende de cada um. Por isso escrevo. Minha esperança é que você, é você mesmo, se questione: e eu, o que eu penso sobre isso? O que eu tenho a ver com isso?? E ai, vai encarar? Ou vai só esperar a banda passar, no país do futebol, carnaval e mulher bonita? Porque todo mundo tem que saber: você também faz parte disso.
Reeditando velhos fantasmas
Este é da série textos antigos. Já tive um blog anônimo, tamanha a minha necessidade em expurgar verdades cortantes a respeito de mim mesma. Mas como já mencionei em outras oportunidades, esses medos e inseguranças já deixei para trás, e compartilhar aqui meus pensamentos mais insanos (porém acredito que os mais verdadeiros) é uma forma de não me sentir tão sozinha nas minhas sandices e pecadinhos cotidianos.
Pecados capitais
O que mais me assola é o da preguiça. Logo em seguida o da gula. Na verdade se complementam: um não vive sem o outro. Se estou à toa, logo bate uma larica, uma vontade de devorar tudo que contém glicose e várias calorias. Isso por diversas vezes me deixa frustrada. Quando perco o controle passo horas sem nada fazer, com a consciência pesada, uma ansiedade sem fim, que só pode ser aplacada preenchendo um vazio que nem sei de onde vem. E vale chocolate, brigadeiro de colher, pão com geleia, pipoca com melado, até nescau de colher, se o desespero for muito e o armário estiver vazio.
Já pensei em fazer terapia, tentar descobrir a origem disso tudo. Enquanto isso não acontece, corro para a academia e fecho a boca por vários dias, porque não sou gorda nem nada, daquelas magras falsas sabe? Normal. Mas às vezes a normalidade não satisfaz, não agrada. Somos todas pecadoras. Na frente do espelho blasfemamos o corpinho que Deus nos deu com todo amor e carinho e nos mostramos insatisfeitas com o que temos. Mas esquecemos que nossa boca é nossa sentença, literalmente. A reincidência nos brigadeiros nos faz penar e pagar um preço alto, porém justo: você é aquilo que você come (ou se priva de comer).
Porque hoje é segunda-feira e tenho mais uma promessa a cumprir. Atire a primeira pedra quem nunca esperou a segunda pra começar tudo de novo o que nunca tem fim: nossa eterna insatisfação feminina em querermos ser sempre mais : mais magra, mais alta, mais disposta, mais mulher, mais mãe, mais profissional, mais amiga, mais amante, mais, mais, mais. Se conseguirmos ser um pouco mais nós mesmas, já é alguma coisa. Mesmo que pelo menos nessa segunda-feira.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Das pessoas e das redes sociais
Aconteceu comigo na semana passada. Compartilhei um link de um texto no facebook. Nada demais, nenhum tema polêmico, contraditório ou moralmente relevante, algo envolvendo mulheres, o passar do tempo e queijo gorgonzola.
Ocorreu que um contato de minha rede social postou um comentário contendo uma opinião divergente da minha, o que obviamente resultou em um comentário meu dizendo que eu não concordava com sua posição, expus meu motivos para tanto e esperei sua resposta. Que não veio. Dias depois me dei por conta que tal criatura havia provavelmente me excluído de sua lista de contatos. Fácil assim, se você me contraria eu te excluo.
Mas então porque a exposição de ideias senão com o propósito de estimular o pensar, o debate, a troca de informações, de opiniões, de posições? É muita ingenuidade (ou egocentrismo?) acreditar que após emitir uma opinião, ainda mais em uma rede social, todo mundo irá concordar com você ou, ainda, que ninguém será compelido a emitir sua própria opinião, mesmo que esta seja contrária à sua.
Eu, que sempre fui muito democrática, acredito que a escolha em participar de redes sociais está intimamente ligada ao compartilhamento de ideias, opiniões, ideais, convicções, e não somente o compartilhamento de imagens, de fatos vazios ou ilusões vivenciadas no mundo virtual. Porque nesse espaço às vezes temos a impressão de que não existe tristeza, solidão, ou ainda, de que não há falta de dinheiro ou de festas e amigos.
Você tem o direito sim de expor o que você quiser, o que você bem entender e o que te deixar a vontade com você mesmo, mas deve ter a certeza de que nem todos irão gostar, "curtir" ou se identificar e isso poderá ser demonstrado, e certamente será. Pois, até que se prove o contrário, trata-se de um espaço democrático e livre, mesmo que por vezes os seus usuários esqueçam da ética ou da boa educação.
Nas redes sociais uma das saídas em casos assim pode ser, sim, a exclusão de quem te contrariou. Mas na vida real, acredite, a exclusão não é a melhor e nem a mais fácil da opções.
Ocorreu que um contato de minha rede social postou um comentário contendo uma opinião divergente da minha, o que obviamente resultou em um comentário meu dizendo que eu não concordava com sua posição, expus meu motivos para tanto e esperei sua resposta. Que não veio. Dias depois me dei por conta que tal criatura havia provavelmente me excluído de sua lista de contatos. Fácil assim, se você me contraria eu te excluo.
Mas então porque a exposição de ideias senão com o propósito de estimular o pensar, o debate, a troca de informações, de opiniões, de posições? É muita ingenuidade (ou egocentrismo?) acreditar que após emitir uma opinião, ainda mais em uma rede social, todo mundo irá concordar com você ou, ainda, que ninguém será compelido a emitir sua própria opinião, mesmo que esta seja contrária à sua.
Eu, que sempre fui muito democrática, acredito que a escolha em participar de redes sociais está intimamente ligada ao compartilhamento de ideias, opiniões, ideais, convicções, e não somente o compartilhamento de imagens, de fatos vazios ou ilusões vivenciadas no mundo virtual. Porque nesse espaço às vezes temos a impressão de que não existe tristeza, solidão, ou ainda, de que não há falta de dinheiro ou de festas e amigos.
Você tem o direito sim de expor o que você quiser, o que você bem entender e o que te deixar a vontade com você mesmo, mas deve ter a certeza de que nem todos irão gostar, "curtir" ou se identificar e isso poderá ser demonstrado, e certamente será. Pois, até que se prove o contrário, trata-se de um espaço democrático e livre, mesmo que por vezes os seus usuários esqueçam da ética ou da boa educação.
Nas redes sociais uma das saídas em casos assim pode ser, sim, a exclusão de quem te contrariou. Mas na vida real, acredite, a exclusão não é a melhor e nem a mais fácil da opções.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Da realidade e o que ela te traz
Ontem uma amiga muito querida me falou que gosta dos meus textos porque eles retratam a realidade. Isso me fez pensar que, afinal, é a realidade o que todos nós temos em comum.
O nosso cotidiano, a nossa rotina. Nossa realidade. Mesmo que esta lhe pareça meio sem graça, é a que você tem e deve valorizá-la.
Todos temos alegrias e tristezas, passamos por bons e maus momentos. Enfrentamos angústias, encaramos o fato de termos ou não dinheiro. Alguns precisam encarar o sobrepeso, a falta de emprego, o preconceito por escolhas afetivas, a falta de saúde, a ausência de amigos ou de um ente querido que já se foi. Todos podemos experimentar a alegria de ter um filho, a tristeza em não poder concebê-lo ou a escolha em não tê-lo.
A realização em passar no vestibular, em aprender uma coisa nova. A dificuldade em esquecer um amor antigo e a expectativa em encontrar uma nova paixão. A aventura de conhecer novos países, novos rostos, novos amores e novos sabores.
É a realidade o que nos move. É o viver, um dia após o outro, mesmo que o ontem tenho sido ruim, mas com a esperança de que amanhã será melhor.
Podemos não ter uma vidinha de novela das oito, com todo o glamour que a ficção pode proporcionar. Mas pense bem, você pode ser o protagonista da sua própria realidade, sem depender do roteiro de ninguém e nem da audiência de um público.
O que nos motiva afinal é ter um lar para onde voltar no fim do dia e pessoas queridas a quem amar e compartilhar. É fazer o que se gosta e perceber que assim você passa a gostar cada dia mais de você mesmo. É reconhecer-se incompleto e imperfeito, mas com a certeza de estar dando o seu melhor e tirando o melhor do que o mundo pode nos oferecer.
Porque a vida é agora. E a vida é real.
O nosso cotidiano, a nossa rotina. Nossa realidade. Mesmo que esta lhe pareça meio sem graça, é a que você tem e deve valorizá-la.
Todos temos alegrias e tristezas, passamos por bons e maus momentos. Enfrentamos angústias, encaramos o fato de termos ou não dinheiro. Alguns precisam encarar o sobrepeso, a falta de emprego, o preconceito por escolhas afetivas, a falta de saúde, a ausência de amigos ou de um ente querido que já se foi. Todos podemos experimentar a alegria de ter um filho, a tristeza em não poder concebê-lo ou a escolha em não tê-lo.
A realização em passar no vestibular, em aprender uma coisa nova. A dificuldade em esquecer um amor antigo e a expectativa em encontrar uma nova paixão. A aventura de conhecer novos países, novos rostos, novos amores e novos sabores.
É a realidade o que nos move. É o viver, um dia após o outro, mesmo que o ontem tenho sido ruim, mas com a esperança de que amanhã será melhor.
Podemos não ter uma vidinha de novela das oito, com todo o glamour que a ficção pode proporcionar. Mas pense bem, você pode ser o protagonista da sua própria realidade, sem depender do roteiro de ninguém e nem da audiência de um público.
O que nos motiva afinal é ter um lar para onde voltar no fim do dia e pessoas queridas a quem amar e compartilhar. É fazer o que se gosta e perceber que assim você passa a gostar cada dia mais de você mesmo. É reconhecer-se incompleto e imperfeito, mas com a certeza de estar dando o seu melhor e tirando o melhor do que o mundo pode nos oferecer.
Porque a vida é agora. E a vida é real.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Irmão
Dizem que amigos são os irmãos que escolhemos. Essa frase é tão verdadeira quanto dizer que irmãos são os amigos que nos são dados sem termos o trabalho de escolher. Porque ter um irmão é ter a certeza de que nunca estaremos sozinhos. É com quem aprendemos, desde que nos conhecemos por gente, a amar, dividir, brincar, brigar, compartilhar, chorar, crescer. É com quem podemos falar abertamente de todas as loucuras familiares, porque ele faz parte disso e nos compreende, sem nos repreender por isso.
Um irmão nos estende a mão quando precisamos, nos acolhe quando o procuramos, nos diz palavras severas sem deixar de ser doce, nos mantém com os pés no chão quando perdemos o contato com este, nos permite sermos mais leves quando a vida nos parece pesada. É o irmão quem nos diz que podemos estar errados, sem deixar de nos motivar para um dia acertar. É a única pessoa com quem você irá brigar, xingar, surtar e no final irão se abraçar e rir, pois tudo isso é permitido. É no seu irmão que um dia você irá enxergar os seus pais, num sorriso, num jeito de andar, de falar ou de reagir à situações.
O seu irmão pode ser você ao contrário, pode ser você melhorado ou piorado, pode ser você em dobro, pode ser você como você é. O seu espelho inverso, seu medo exacerbado, sua alegria transbordada, sua vida recontada.
Seu irmão será sempre seu irmão. E por isso mesmo, sempre seu melhor amigo. Uma amizade que nunca precisou ser construída, já veio pronta, sem arestas, sem julgamentos, sem receios, sem data para terminar. Ter um irmão é uma dádiva. Um presente entregue sem laços e fitas, mas que nos acompanhará pelo resto de nossas vidas.
Um irmão nos estende a mão quando precisamos, nos acolhe quando o procuramos, nos diz palavras severas sem deixar de ser doce, nos mantém com os pés no chão quando perdemos o contato com este, nos permite sermos mais leves quando a vida nos parece pesada. É o irmão quem nos diz que podemos estar errados, sem deixar de nos motivar para um dia acertar. É a única pessoa com quem você irá brigar, xingar, surtar e no final irão se abraçar e rir, pois tudo isso é permitido. É no seu irmão que um dia você irá enxergar os seus pais, num sorriso, num jeito de andar, de falar ou de reagir à situações.
O seu irmão pode ser você ao contrário, pode ser você melhorado ou piorado, pode ser você em dobro, pode ser você como você é. O seu espelho inverso, seu medo exacerbado, sua alegria transbordada, sua vida recontada.
Seu irmão será sempre seu irmão. E por isso mesmo, sempre seu melhor amigo. Uma amizade que nunca precisou ser construída, já veio pronta, sem arestas, sem julgamentos, sem receios, sem data para terminar. Ter um irmão é uma dádiva. Um presente entregue sem laços e fitas, mas que nos acompanhará pelo resto de nossas vidas.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
O que te faz feliz
Na última revista Cláudia, recebida ontem, me deparei com uma frase: eu não quero estar sempre certa. Eu quero é ser feliz. Isso veio muito a calhar, pois eu também não quero estar sempre certa, eu quero é ser feliz. Eu não quero estar dentro das estatísticas. Eu quero é ser feliz. Eu não quero atender somente às expectatitavas dos outros. Eu quero é ser feliz. Eu não quero ter um emprego só para ter uma renda. Eu quero é ser feliz. Eu não quero ser julgada pelo que eu sou. Eu quero é ser feliz.
Eu já quis ser tantas coisas. Cientista, atriz, jornalista, professora, diretora de cinema, roteirista, juíza, advogada, e nos momentos mais insanos, uma celebridade, uma figura notória, daquelas que não conseguem andar na rua. Mas uma coisa sempre me acompanhou. Independente da profissão que eu escolhesse, uma certeza eu sempre tive: vou ser também escritora.
Seguindo uma linha reta muito bem traçada, fiz direito, me formei, advoguei, estudei, não passei em concursos. Isso me frustou? Sim, com certeza. Não me identificar por completo com a profissão que eu havia escolhido foi um fato muito difícil de ser digerido. Para mim e para os mais próximos que me rodeiam e me questionam: mas e você não vai voltar a advogar? Não vai voltar a trabalhar?
Demorou muito, mas eu consegui admitir. Não, não vou. É uma profissão linda, gratificante, mas que te exige não somente uma técnica e conhecimentos apurados, mas uma entrega vocacional que eu já não encontrava em mim mesma. Talvez nunca encontrei. Alguns irão dizer, eu sei, que estou em uma situação privilegiada, que efetivamente trabalhar para ganhar dinheiro não é um problema. Mas trabalhar é somente isso? Ou trabalhar é fazer algo que você realmente gosta, se satisfaz e é recompensado, seja em dinheiro ou em reconhecimento?
Como eu disse, eu quero é ser feliz. E hoje, além de toda minha felicidade familiar, porque sim, tenho uma família maravilhosa, uma filha linda e um marido companheiro e que eu amo muito e sou amada, eu quero sim me sentir completa, reconhecida e realizada. E isso eu venho alcançando nas ultimas semanas. Escrevendo. Para alguns um suplicio, para outros algo nada interessante ou meramente uma obrigação. Para mim, minha realização. Minha paixão. Minha motivação. Minha profissão.
É para vocês que eu escrevo. Blogueira, escritora, poetisa, o que quiserem. Eu quero é ser feliz. E fazer os outros felizes. Porque todo mundo precisa descobrir: o que te faz feliz?
Eu já quis ser tantas coisas. Cientista, atriz, jornalista, professora, diretora de cinema, roteirista, juíza, advogada, e nos momentos mais insanos, uma celebridade, uma figura notória, daquelas que não conseguem andar na rua. Mas uma coisa sempre me acompanhou. Independente da profissão que eu escolhesse, uma certeza eu sempre tive: vou ser também escritora.
Seguindo uma linha reta muito bem traçada, fiz direito, me formei, advoguei, estudei, não passei em concursos. Isso me frustou? Sim, com certeza. Não me identificar por completo com a profissão que eu havia escolhido foi um fato muito difícil de ser digerido. Para mim e para os mais próximos que me rodeiam e me questionam: mas e você não vai voltar a advogar? Não vai voltar a trabalhar?
Demorou muito, mas eu consegui admitir. Não, não vou. É uma profissão linda, gratificante, mas que te exige não somente uma técnica e conhecimentos apurados, mas uma entrega vocacional que eu já não encontrava em mim mesma. Talvez nunca encontrei. Alguns irão dizer, eu sei, que estou em uma situação privilegiada, que efetivamente trabalhar para ganhar dinheiro não é um problema. Mas trabalhar é somente isso? Ou trabalhar é fazer algo que você realmente gosta, se satisfaz e é recompensado, seja em dinheiro ou em reconhecimento?
Como eu disse, eu quero é ser feliz. E hoje, além de toda minha felicidade familiar, porque sim, tenho uma família maravilhosa, uma filha linda e um marido companheiro e que eu amo muito e sou amada, eu quero sim me sentir completa, reconhecida e realizada. E isso eu venho alcançando nas ultimas semanas. Escrevendo. Para alguns um suplicio, para outros algo nada interessante ou meramente uma obrigação. Para mim, minha realização. Minha paixão. Minha motivação. Minha profissão.
É para vocês que eu escrevo. Blogueira, escritora, poetisa, o que quiserem. Eu quero é ser feliz. E fazer os outros felizes. Porque todo mundo precisa descobrir: o que te faz feliz?
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